Nossa Incompetência Criativa em Copiar

 

A Mostra Nossa Incompetência Criativa em Copiar faz parte do evento de comemoração do centenário de Paulo Emílio Sales Gomes, um dos principais idealizadores da Cinemateca Brasileira. As obras selecionadas foram analisadas pelo crítico nos artigos publicados no Suplemento Literário de O Estado de S. Paulo. A mostra retoma também a reflexão de Paulo Emílio sobre a produção do cinema brasileiro, presente no ensaio Cinema: trajetória no subdesenvolvimento (1973).

"Não somos europeus nem americanos do norte, mas destituídos de cultura original, nada nos é estrangeiro pois tudo o é”. As releituras nacionais de filmes estrangeiros podem ser conferidas nos clássicos de Carlos Manga: Nem Sansão, nem Dalila e O homem do Sputnik, uma paródia do épico Sansão e Dalila, de Cecil B. DeMille. Laranja mecânica, filme dirigido por Stanley Kubrick, estava interditado pela censura quando Braz Chediak lançou Banana mecânica, comédia protagonizada por Carlos Imperial. Tubarão, de Steven Spielberg, um dos marcos inaugurais da era do blockbuster, teve inventiva paródia em Bacalhau (“Bacs”), de Adriano Stuart. Em o Exorcismo negro, José Mojica Marins interpreta a si mesmo, tentando exorcizar seu popular personagem Zé do Caixão. Vestido a caráter, o diretor foi às ruas chamar o público que aguardava nas filas para assistir O exorcista, de William Friedkin.

As sessões são gratuitas e acontecem na Cinemateca Brasileira de quinta a domingo até o dia 02 de outubro.