Mesa: Imagens por mulheres

SINOPSE

O que discutimos? Como o fazemos? Por quê? As escolhas de quadro, mise-en-scène e comportamento da câmera podem espelhar uma experiência de corpo diante do mundo? Convidamos pesquisadoras, cineastas, curadoras, diretoras de fotografia e espectadoras para fazer essa discussão juntas. Elas experienciam o cinema de luta, o cinema comercial, o cinema pornô, o cinema autoral, o cinema místico, entre outros. Contrário à ideia de um olhar feminino comum a todas as artistas, o que queremos debater são as especificidades dos discurs os refletidos pelas imagens produzidas por elas. Portanto, pensar questões de gênero, etnia, classe, moral, a partir da experiência subjetiva da criação e também do contexto histórico-social das criadoras. Trata-se de partir da diversidade para estimular um a conversa em torno dos variados olhares e fazeres que constituem a relação das mulheres com o audiovisual. Este encontro está engajado também em estimular a ocupação de espaços e a inquietude do olhar frente a um cenário de desigualdade. Promover esse tipo de contato é frutífero para, juntas, pensarmos caminhos, possibilidades, e entendermos como é possível nascer empatia, parceria e esperança das diferenças. “Toda memória é subversiva porque é diferente. Todo projeto de futuro também”.

 

Barbara Felice – Pesquisadora e artista, investiga as relações de mulheres e LGBTs com as artes e as estruturas de poder constituintes da cultura produzida no Brasil.

Tainah Negreiros – Historiadora e pesquisadora de cinema dedicada à relação entre história, memória e cinema feito por mulheres.

Lila Foster – Pesquisadora e curadora.

Janaína Oliveira – Pesquisadora e curadora, é doutora em História e professora desta disciplina no Instituto Federal do Rio de Janeiro, onde coordena o Núcleo de Estudos Afro-brasileiros e Indígena (Neabi). É membro da Associação dxs Profissionais do Audiovisual Negro (APAN), além de idealizadora e coordenadora do Fórum Itinerante de Cinema Negro. Atualmente é professora visitante no Centro de Estudos Africanos na Universidade de Howard, em Washington D.C. nos Estados Unidos.

Thamires Santos – Realizadora audiovisual, ativista do movimento de Cinema Negro, integrando o coletivo Tela Preta, a A ssociação dxs Profissionais do Audiovisual Negro (APAN) e coorden adora da Rede de Cinema Negro. Graduanda em Cinema na Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), atua no Cineclube Mario Gusmão e tem vasta experiência em Produção Cultural e Produção de Cinema, tendo participado de curtas e longas metragens. Dirigiu "O dia que ele decidiu sair", em 2015.

Nina Tedesco – Diretora de fotografia, professora da Universidade Federal Fluminense (UFF) e pesquisadora dos imbricamentos e ntre gênero e audiovisual. Coorganizou o livro Feminino e plural: mulheres no cinema brasileiro. Membra do DAFB.

Patricia Para Yxapy – Realizadora audiovisual indígena da etnia Mbyá-Guarani. Mora na Aldeia Ko’enju, em São Miguel das Missões/RS, onde é professora desde 2006. Em 2007, cofundou o Coletivo Mbyá-Guarani de Cinema e hoje é a cineasta mulher mais atuante do projeto Vídeo nas Aldeias (VNA). Atualmente, está finalizando seu primeiro longa autoral.

Flora Dias – Diretora de Fotografia e diretora formada pela Universidade Federal Fluminense (UFF). Atuante desde 2004, foi responsável pela direção de fotografia de longas-metragens, como "Sinfonia da necrópole", de Juliana Rojas; e "Califórnia", dirigido por Marina Person, entre outros. Como diretora, realizou o longa "O Sol nos Meus Olhos" e os curtas "Ocidente" e "Praia de Botafogo". Membra do DAFB.

Lauren Zeytounlian – Antropóloga e arte educadora. Doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Membro do Pagú – Núcleo de Estudos de Gênero - Unicamp e Numas – PPGAS/USP.

Carol Rodrigues – Diretora e roteirista do curta "A boneca e o silêncio", que participou de festivais nacionais e internacionais, vencendo prêmios em São Paulo, Belo Horizonte, Portugal, Polônia e Índia. Integra a equipe da websérie "Empoderadas". Além de se dedicar ao seu primeiro longa-metragem de ficção, Carol também é roteirista de séries para TV.

 

FICHA TÉCNICA

PROGRAMAÇÃO

03.02.2018
sábado | SALA BNDES | 17:00